As mascaras caem

Caem quando o palco se apaga e o silêncio cobra a verdade. Caem quando o discurso ensaiado não sustenta o peso do tempo. Caem quando promessas bonitas envelhecem antes mesmo de virar ação. Vivemos na era dos reflexos. Telas polidas, perfis impecáveis, histórias cuidadosamente editadas. Há quem vista personagens para sobreviver, há quem empreste o próprio rosto para que outros se escondam. Sorrisos treinados, palavras vazias, luxos que só existem no enquadramento certo. Tudo parece sólido — até tocar. No amor, o encanto às vezes nasce de uma ilusão bem contada. No trabalho, juramentos ecoam forte, mas desaparecem na primeira curva da realidade. Há vozes que se erguem como se carregassem a verdade absoluta, mas não suportam o peso do próprio silêncio. E há quem confunda aparência com essência, aplauso com valor, seguidores com caráter. O mundo virtual amplificou tudo: o brilho e a sombra, a verdade e o teatro. Nunca foi tão fácil parecer. Nunca foi tão difícil ser. Mas o tempo… o tempo não negocia. Ele observa. Ele testa. Ele revela. E no fim, não importa o cenário, o cargo, o discurso ou a fantasia. Quando a luz cai direto no rosto, só permanece aquilo que é de verdade.

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